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Olá! Meu nome é Cristiano Carrozzi e sou o fundador do Amo Viajar Barato.

Se você é um apaixonado por viagens ou então gostaria de viajar mais porém o fator grana sempre pesa nos seus planos, você acaba de encontrar o blog que vai te ajudar a viajar mais e sempre.

Aqui conto um pouco da minha história, do porquê criei esse blog e algumas reflexões sobre viagens e a vida.

Será que você age assim?

Queenstown
Eu em Queenstown, Nova Zelândia

Todo final de ano você faz as famosas promessas de ano novo, e uma dessas promessas é viajar. Já se imaginando numa praia paradisíaca com aquela cervejinha na mão.

Ou visitando aquele país que sempre sonhou, provando comidas exóticas em algum país distante e conhecendo novas pessoas.

Mas conforme o ano vai passando e a rotina novamente se apresenta, você se aninha naquela sua zona de conforto e usa as mesmas desculpas:

  • Não tenho tempo;
  • Não tenho companhia;
  • Não tenho dinheiro;

E o ano passa e você só se lembra de alguma viagem lá no final do ano quando começa a pensar nas promessas que vai fazer para si mesmo e não cumprir de novo.

Pois é, quem nunca fez isso não é mesmo? Mas os motivos que alegamos no fundo não passam de desculpas.

Quando você realmente colocar a viagem como prioridade na sua vida, você verá que encontrará tempo, companhia ou verá que viajar sozinho é ótimo e que terá o dinheiro necessário para isso.

Montei esse blog para te ajudar a enxergar isso e dos 3 com certeza o que as pessoas mais sentem dificuldade em lidar é com o dinheiro.

Eu vou te ensinar a fazer seu dinheiro render muito mais e assim viajar mais e melhor.

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Tocando a vida no automático

Capadócia
No topo da Capadócia

Durante 13 anos trabalhei como consultor de negócios na área de Recursos Humanos, mais especificamente como Implantador de Folha de pagamento.

Já trabalhei em grandes empresas do setor na área de implantação e de outsourcing de RH.

Quem trabalha na área de projetos sabe o quanto é desgastante esse trabalho, vivia entre cronogramas, reuniões, desenvolvimento de códigos, fórmulas, treinamento de usuários, deadlines e tudo sob muita pressão.

Apesar de tudo isso me sentia realizado a cada trabalho finalizado com sucesso. Muitas vezes durante os dias mais críticos quando ficava trabalhando até tarde e o desgaste falava mais alto, brincava com os colegas que se eu chegasse aos 40 anos sem ficar rico, iria vender tudo o que tinha e viajar o mundo. Era um desabafo, uma brincadeira, mas muitas vezes dizemos a verdade, aquela vontade íntima, nesses momentos de stress.

Após um tempo fui trabalhar como gerente de Implantação e suporte numa outra empresa, onde reestruturei todo o setor e processos e apesar de todo o benefício que isso gerou para a empresa o reconhecimento disso é sempre momentâneo.

Vi que por mais esforço e dedicação que você dê a uma empresa que não é sua, o risco de você não ser reconhecido por seu trabalho é grande e a frustração chega com muita força. Resultado: me demiti da empresa para repensar minha vida.

Traçando prioridades

Se todo o meu esforço de 2 anos para tornar uma empresa de outra pessoa melhor e ainda assim não tive o reconhecimento devido, porque fazer isso? Para mim nesse ponto tudo ficou claro.

A minha vida e meu precioso tempo seriam minha prioridade a partir daquele momento.

Comecei a trabalhar da minha casa, na mesma área para outra empresa, fazendo as implantações remotamente e eventualmente visitando clientes para reuniões específicas. Já foi uma grande mudança, a qualidade de vida ganha com isso já foi enorme. Porém ainda não era suficiente.

Angkor
Holiday in Cambodja

Percebi que já tinha perdido a paixão pelo trabalho, estava fazendo aquilo só pelo dinheiro e isso é o caminho para a infelicidade.

Temos trabalhos que odiamos para comprar porcarias de que não precisamos” – Chuck Palahniuk

Daí acabei me lembrando daqueles dias longos de trabalho e sobre a promessa vazia de largar tudo e viajar o mundo.

Já estava perto dos 40, não estava rico, nem mesmo perto disso, não tenho filhos, então o que me impedia de realizar esse sonho?

Comecei a pesquisar sobre viagens de volta ao mundo, visitei sites inspiradores como o da Carol e do Alex do kikiaroundtheworld.com e decidi que a volta ao mundo era o que eu iria fazer.

Parei de trabalhar em casa, vendi meu apartamento (ou minha parte dele já que era financiado, bancos…), meu carro e saldei minhas dívidas (bancos…). E pra piorar minha situação precisei dar uma parte disso a minha ex mulher.

No final vi que a grana tava ficando curta. Porém antes do mundo também planejei uma volta pelo Brasil pois não queria viajar o mundo sem ter viajado pelo meu país.

Lençóis Maranhenses
Finalizando o trekking de 2 dias nos Lençóis Maranhenses

Então o caso era que tinha 65 mil reais para viajar o Brasil e o mundo por 12 meses com o dólar chegando a R$ 4 como aconteceu em 2015.

Muita gente adiaria, esperaria o dólar abaixar para viajar mas eu sentia que aquele era o momento certo, se as condições não eram as ideais eu precisava buscar uma solução para aquilo. E foi economizar, mas sem perder os verdadeiros prazeres da viagem.

Um dos propósitos da viagem era também mudar meu estilo de vida, provar para mim mesmo que esse modelo arcaico seguido por nós desde o início das nossas vidas não dá mais.

Estudar, se formar, casar, se aposentar e morrer, não é natural.

A viagem seria também um meio libertador.

Me jogar no mundo com menos dinheiro do que o necessário e ver no que ia dar.

Bagan - Myanmar
A mágica Myanmar!

Não sonhe, realize!

Então comecei a planejar, primeiro no Brasil, tracei um plano e por 2 meses viajei a baixo custo pelo Brasil e foi maravilhoso.

Saí de São Paulo e fui até Manaus. Conheci lugares espetaculares, pessoas especiais e daí tive certeza que estava correto.

Voltei para a casa da minha mãe, terminei um planejamento para a volta ao mundo e em agosto de 2015 comecei minha jornada.

Então por 9 meses viajei por mais de 20 países, 53 destinos, viajei de avião, barco, ônibus, van, trem, carona e até pau de arara.

Grécia
Colhendo azeitona na Grécia!

Fiquei em casa de amigos, em hotéis, hostels e pousadas. Trabalhei em uma fazenda na Grécia e em um hotel na Nova Zelândia em troca de acomodação e comida.

Fiz amigos casuais e novos amigos para uma vida inteira. E o mais importante, mesmo quando fiquei nos lugares mais simples, como numa guest house na Índia que não tinha pia ou no mosteiro budista em Myanmar, onde não tinha chuveiro, só uma água muito fria num cantinho escondido e um banheiro lá longe com aquela famosa louça asiática, nunca sequer me passou um momento de arrependimento, de reclamação, de tristeza. Pelo contrário, durante toda a viagem me senti vivo, realizado, feliz!

Veja aqui minhas aventuras pelo Brasil e o mundo

Brasileiro e sua visão limitada de viagem

No Brasil ainda se tem uma idéia errada de que se precisa de muito dinheiro ou pelo menos muito mais do que realmente é necessário para viajar. E pra qualquer viagem!

O brasileiro ainda acha que quando vai a algum lugar tem que obrigatoriamente comprar “uma lembrancinha” pra ele ou pra família toda.

Ainda sonha em ficar em um hotel de luxo, quando o importante não é o hotel e sim o destino que você está, afinal se ficar em hotel de luxo fosse tão maravilhoso porque ninguém faz isso na própria cidade onde mora?

Amazônia
Pescando piranha na Amazônia

Brasileiro viaja para fazer compras. Em ir para lugares só porque todo mundo vai. E por todos esses motivos você acredita que precisa de muito dinheiro para viajar.

Se você que está lendo isso e ainda pensa assim aqui vai uma surpresa:

Você está enganado!

Para viajar basta querer.

Precisamos ter sempre presente o pensamento de que devemos aproveitar ao máximo o escasso tempo que temos nesse mundo. Esse tempo além de curto é incerto e mesmo assim nós o desperdiçamos em coisas que não nos dão prazer.

Não existe pessoa que não sinta prazer em viajar.

Se existe posso indicar ótimos psicólogos e psicanalistas amigos meus para tratamento.

Se ainda encaramos viajar como um luxo, uma coisa restrita a férias, um supérfluo saiba que não, não é.

Viajar nos torna mais tolerantes, mais curiosos, mais humildes, mais abertos e porque não, mais felizes.

East Side Gallery - Berlim
East Side Gallery – Berlim

E o objetivo desse blog é ajudar as pessoas primeiro a descobrir que sim, é possível viajar e vou colocar toda a informação necessária para te ajudar a isso se realizar.

E que todos os que querem viajar barato e os viajantes que já sabem disso e praticam esse espírito tenham um espaço que estará sempre disposto a disseminar esse espírito por esse Brasil!

Se joga!

Bungy Jump Queenstown
Bungy Jump em Queenstown

 

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